Gestão de anúncios com IA

Quanto custa anunciar no Facebook e Instagram em Portugal?

Por Eduardo Romeira7 min de leitura

Não há um preço fixo. No Facebook e no Instagram és tu que decides quanto gastas: escolhes um orçamento por dia ou um valor total para a campanha, e a Meta trabalha dentro desse limite. Dá para começar com poucos euros por dia. O que não existe é um preço fixo por cada contacto, porque cada anúncio entra num leilão e o custo muda consoante a quem queres chegar, a altura do ano e a qualidade do próprio anúncio. Este guia explica como funciona o orçamento, qual é o mínimo que faz sentido, o que controlas e como começar com pouco sem deitar dinheiro fora.

Como funciona o orçamento: diário ou total?

Quando crias uma campanha na Meta, a empresa dona do Facebook e do Instagram, escolhes uma de duas formas de gastar.

  • Orçamento diário: dizes quanto queres gastar, em média, por dia, e a campanha corre até a parares. Num dia a Meta pode gastar um pouco mais e noutro um pouco menos, conforme as oportunidades, mas ao fim de cada semana não passa de sete vezes o valor diário.
  • Orçamento total: dizes quanto queres gastar na campanha inteira e quando acaba. A Meta distribui esse valor pelos dias e nunca passa do total.

O diário serve para quem quer estar sempre presente, como um restaurante que anuncia o almoço todas as semanas. O total serve para uma campanha com princípio e fim, como os jantares de Natal ou uma promoção de um mês.

Em qualquer dos casos, o limite é teu. O valor máximo é o que escolhes antes de publicar, e podes pausar a campanha a qualquer momento.

Qual é o mínimo para anunciar?

A Meta deixa começar com valores muito baixos. Mas o mínimo que a plataforma aceita não é o mínimo que faz sentido.

Abaixo de cerca de 5 euros por dia, a plataforma tem dificuldade em mostrar o anúncio de forma estável. Mostra-o aos solavancos, aprende pouco e passa o tempo a recomeçar. O dinheiro gasta-se na mesma, mas rende mal.

Para um negócio local, um ponto de partida razoável anda à volta de 8 a 12 euros por dia: num restaurante, 8 a 10; num serviço como canalização ou remodelação, 8 a 12. Ninguém te obriga a esse valor; é a partir dele que a plataforma costuma ter margem para aprender alguma coisa.

Se o teu orçamento é curto, é melhor anunciar menos dias com um valor diário razoável do que muitos dias com um valor que não chega para nada.

Porque é que não há um preço fixo por contacto?

Cada vez que alguém abre o Facebook ou o Instagram, há vários anunciantes a querer aparecer-lhe. A Meta decide num leilão, numa fração de segundo, que anúncio mostra. Por isso o custo de cada contacto não é um preço de tabela: é o resultado de várias coisas ao mesmo tempo.

  • A quem queres chegar. Há públicos mais disputados do que outros. Alcançar mulheres entre os 25 e os 34 anos no Instagram está entre o que há de mais caro; alcançar pessoas mais velhas no Facebook está entre o mais barato.
  • A altura do ano. Nas semanas antes do Natal há muito mais gente a anunciar, e o leilão fica mais caro.
  • O próprio anúncio. Um anúncio em que as pessoas param é mostrado mais vezes e sai mais barato. Um que ninguém olha custa mais por cada resultado.
  • O tipo de negócio. Quem já decidiu que precisa de ti, como alguém com um cano roto, responde muito mais depressa do que quem só está a ver.

Desconfia de quem te prometer um custo por contacto antes de começar. As tabelas que circulam na internet são quase sempre de outros países, em dólares, de mercados que pouco têm a ver com o português. Um número desses dá ar de rigor a uma previsão que ninguém consegue fazer.

Então como sei se o que estou a pagar compensa?

Com uma pergunta a que só tu sabes responder: quanto vale um cliente novo para o teu negócio?

Sem esse número, nenhum custo por contacto é bom ou mau. Imagina um restaurante que ganha 25 euros em cada mesa: se uma reserva lhe custar alguns euros em anúncios, está a ganhar dinheiro. Uma clínica em que cada paciente novo vale várias centenas de euros pode pagar bastante mais por marcação e continuar a sair a ganhar. A diferença está toda no valor de cada cliente.

Uma forma simples de ler os números: se cada contacto te custa menos de um terço do que um cliente vale, está a correr bem e podes aumentar o orçamento devagar. Se custa mais do que o cliente vale, estás a perder dinheiro e é altura de parar e repensar.

E há uma segunda pergunta que quase ninguém faz: dos contactos que recebeste, a quantos respondeste? Um anúncio que traz pedidos a que ninguém liga de volta parece não funcionar, quando o problema está do lado de cá.

O que é que o dono do negócio controla?

Mais do que parece. Controlas:

  • O orçamento, diário ou total, e quando a campanha começa e acaba.
  • A zona onde o anúncio aparece, e por isso quem o pode ver.
  • A idade das pessoas a quem é mostrado, exceto em sectores com regras especiais, como o imobiliário.
  • O que o anúncio diz e mostra: o texto, a fotografia, o vídeo, a oferta.
  • O que pedes às pessoas: uma reserva, uma mensagem, uma chamada ou um formulário.
  • Quando pausas ou paras.

O que não controlas é o preço de cada resultado nem exatamente quem vê o anúncio dentro do público que escolheste. Isso decide-o o leilão. Mas o que controlas pesa muito mais do que parece, sobretudo o próprio anúncio.

E no Google, como funciona o custo?

No Google Ads o princípio é parecido: também defines um orçamento por dia e também há um leilão. A diferença está em quem vê o anúncio e no que se paga. No Google, o anúncio aparece a quem está a pesquisar naquele momento, por exemplo «canalizador em Gaia», e normalmente só se paga quando alguém carrega nele.

Por isso o custo depende sobretudo de quantas empresas querem aparecer na mesma pesquisa. Pesquisas muito disputadas custam mais por clique; pesquisas específicas do teu serviço e da tua zona costumam custar menos e trazer gente mais decidida.

Para um negócio local, o Google serve quem já anda à procura; o Facebook e o Instagram servem para chegar a quem está perto e ainda não tinha pensado nisso. Muitas vezes, não é um ou outro: são os dois.

Como começar com pouco sem deitar dinheiro fora?

  • Escolhe um objetivo só: contactos, mensagens, reservas ou chamadas. A plataforma entrega o que lhe pedes; se pedires gostos, recebes gostos.
  • Ajusta a zona à realidade. Mostra o anúncio onde podes mesmo servir, e não ao país inteiro.
  • Prepara três a seis peças, fotografias ou vídeos curtos do telemóvel. Com uma só, a plataforma não tem por onde escolher.
  • Não mexas nas primeiras duas semanas. A campanha está a aprender, e cada mudança grande no orçamento, acima de um quinto, faz a aprendizagem recomeçar.
  • Sobe devagar. Quando os números compensam, aumenta o orçamento cerca de 20% de cada vez.
  • Antecipa as datas. Começa 10 a 14 dias antes do Natal ou do Dia da Mãe, quando as pessoas ainda estão a decidir.
  • Responde depressa. Um contacto que espera dois dias arrefece.
RL Ads, em desenvolvimento

Onde entra o RL Ads

É este o trabalho que o RL Ads, da RL Agency, está a ser construído para fazer contigo. Dizes o que queres promover e mandas uma fotografia; a IA escreve o anúncio em três versões, propõe a zona, a idade e o orçamento e mostra-te o total antes de gastares um cêntimo. Só publica no Facebook, no Instagram ou no Google depois de carregares em Aprovar, e há sempre uma pessoa da RL a acompanhar.

Ainda está em desenvolvimento, em testes com campanhas reais na nossa própria conta.

Em desenvolvimento

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